No dia 25 de fevereiro, a CCEE e o ONS realizaram o segundo workshop no âmbito do CT PMO/PLD para tratar da avaliação do nível de aversão ao risco nos modelos computacionais do setor elétrico. A realização deste novo evento teve o objetivo de apresentar os resultados dos estudos técnicos conduzidos pelo CT PMO/PLD para a avaliação do nível de aversão ao risco dos modelos computacionais, além de contextualizar o processo decisório estabelecido pela Resolução 1/2025, do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). A Abraceel acompanhou o evento.
O trabalho conduzido pelo CT PMO/PLD tem como objetivo subsidiar o CMSE na definição do nível de aversão ao risco a ser adotado a partir de janeiro de 2027, com impactos diretos na operação do sistema interligado nacional e no preço da energia. Os participantes do evento foram informados que o comitê técnico não fará indicação de par específico ao CMSE, limitando-se a apresentar os estudos técnicos para subsidiar a tomada de decisão.
O estudo de calibração foi realizado a partir de simulações utilizando os modelos Newave e Decomp, considerando como caso base o PMO de janeiro de 2026 e horizonte de simulação de janeiro a dezembro de 2026.
Cenários hidrológicos
Foram avaliados quatro cenários hidrológicos:
- Cenário de normalidade (armazenamento de 2025 e ENA de 80% da MLT)
- Cenário de perda de armazenamento (armazenamento de 2025 e ENA de 60% da MLT)
- Cenário de estresse hídrico (armazenamento de 2021 e ENA de 60% da MLT)
- Cenário de recuperação (armazenamento de 2021 e ENA de 80% da MLT)
O caso vigente utiliza CVaR (15,40), com número mínimo de 30 e máximo de 50 iterações no Newave e VminOP de 23,3% no Nordeste e 28,0% no Norte. Além disso, foram analisados outros pares do CVaR como (15,30), (15,35), (15,40), (15,45) e (15,50), já adotando o mínimo e máximo de 50 iterações e atualização dos valores do VminOP, sendo 23,1% no Nordeste e 27,8% no Norte. A avaliação utilizou ainda nova métrica de aderência às Curvas Referenciais de Armazenamento (CRef), que passa a considerar tanto déficits quanto excessos de geração térmica em relação ao requisito associado às curvas.
Os resultados médios dos quatro cenários indicaram que o caso vigente (15,40) apresenta aderência de 106,3%, com custo de geração térmica na ordem de mérito de R$ 28,2 bilhões e custo total de geração térmica de R$ 31,1 bilhões. Com as novas premissas, o par atual (15,40) teve aderência de 106,1% e custo de R$ 30,6 bilhões.
Valores acima de 100% indicam excesso de geração térmica frente ao requisito apontado pela CRef, enquanto valores abaixo indicam déficit. O par atual (15,40) foi o que mais se aproximou do resultado comparado ao caso vigente, porém, pode-se observar que o par do CVaR (15,35) também possui aderência de mais de 100% da CRef.
Próximos passos – Conforme apresentado no workshop, foi aberta a Consulta Externa 1/2026 pelo CT PMO/PLD, no período de 24.02 a 10.04, com o objetivo de coletar subsídios para a escolha dos pares do CVaR para 2027.
