O Comitê Técnico PMO/PLD realizou, no dia 22.06, o 3º Workshop de 2026, cujo objetivo foi apresentar o novo portal do comitê, fazer um balanço dos aprimoramentos já concluídos e atualizar os agentes sobre os principais grupos de trabalho em andamento. A Abraceel participou de forma presencial do evento.
Segundo a CCEE, o novo portal do CT PMO/PLD foi desenvolvido para centralizar informações, facilitar o acesso aos documentos técnicos e ampliar a transparência das atividades do comitê. A plataforma passou a contar com nova identidade visual, área pública sem a necessidade de login, acervo de documentos, agenda de reuniões, espaço para consultas externas e canal de comunicação com os agentes.
O portal passa a ter uma área específica para consultas externas, com descrição dos temas em discussão, disponibilização de arquivos e recebimento de contribuições por formulário digital. A expectativa é que a nova estrutura facilite a participação dos agentes e torne mais eficiente o processo de consolidação das contribuições recebidas.
Durante o workshop, também foi apresentado um balanço dos aprimoramentos já concluídos no âmbito do CT PMO/PLD desde o início das atividades, em 2020. Ao todo, foram contabilizados 32 aprimoramentos relacionados, dentre outros, aos dados de entrada e modelos satélites.
Aperfeiçoamentos em análise pelo CT
Na ocasião, os membros do CT também apresentaram os grupos de trabalho abertos que estão analisando aperfeiçoamentos nos modelos de planejamento da operação e formação de preços.
GT CVU estrutural – Trata da atualização de dados de entrada relacionados aos custos variáveis das usinas térmicas. O GT avaliou a inclusão de novos indexadores para combustíveis, como o Dutch TTF para gás natural, além de biodiesel e etanol, bem como esclarecimentos sobre a contingência em caso de publicação tardia de dados de preços de combustíveis. Esses dois pontos já foram comunicados no PMO de junho, tendo previsão de entrada oficial a partir do PMO de julho de 2026. Também foi aprovada adequação para usinas com contratos com diferentes datas de atualização e metodologias de reajuste, tendo entrada prevista a partir do PMO de agosto de 2026.
GT de Atualização dos Dados Cadastrais e Séries de Vazões Naturais – Estão sendo analisadas a incorporação dos novos dados cadastrais e séries de vazões homologados pela Aneel, além da recalibração do modelo hidrológico SMAP/ONS. O “período sombra” terá início no PMO de julho e seguirá até a última revisão do PMO de agosto. A entrada oficial das novas informações nos processos operacionais está prevista para o PMO de setembro de 2026.
Grupo Permanente de Validação do SMAP – Está sendo analisado o uso do modelo SMAP/ONS nos postos remanescentes do PREVIVAZ a partir da terceira semana operativa do DECOMP. Os resultados indicaram desempenho equivalente ou superior do SMAP/ONS na maior parte dos casos analisados. Com isso, foi aprovada a utilização do modelo para todas as usinas hidrelétricas em todas as semanas operativas do primeiro mês, com entrada oficial prevista para o PMO de setembro de 2026.
Grupo Permanente de Validação do Newave – Estão em andamento: análise de aprimoramentos não metodológicos relacionados à eficientização computacional, troca do sistema operacional para Ubuntu, avaliação dos solvers COIN e Gurobi, seleção e eliminação de cortes, redução de hiperplanos, restrições de vazão e volume, aumento da precisão dos polinômios volume-cota e cota-área e mecanismos de ordenação automática. A previsão de término da validação é setembro de 2026.
Grupo Permanente de Validação do Decomp – Os trabalhos em andamento envolvem a nova representação das restrições elétricas especiais, troca do sistema operacional para Ubuntu e ajustes e correções no modelo. A conclusão da validação está prevista para 15.07, com entrada em operação após aprovação pela Comissão Deliberativa.
Grupo Permanente de Validação do Dessem – Duas frentes em andamento. A primeira, não metodológica, trata de restrições de taxa de variação média para volume e cota, troca do sistema operacional para Ubuntu e ajustes gerais, com previsão de conclusão em 14.07. A segunda, metodológica, trata da implementação do Unit Commitment Hidráulico (UCH), incluindo geração mínima por unidade, conjunto e usina, além de TON e TOFF. A conclusão dessa validação está prevista para março de 2027, com entrada em operação em janeiro de 2028.
GT de Aprimoramentos da Previsão Eólica – Está voltado à avaliação de melhorias na previsão de geração eólica considerando os cortes de geração. No fim de agosto, está prevista a finalização da proposta de aperfeiçoamento.
Reabertura do GT de Usinas Não Simuladas Individualmente (UNSI) – O objetivo é publicar uma segunda versão da nota técnica sobre a representação dessas usinas nos modelos de médio e curto prazos. A nova versão deverá trazer maior detalhamento das regras e do tratamento dos dados utilizados na definição dos blocos de UNSI, com publicação prevista para dezembro de 2026.
Grupo Permanente de Validação do PrevCargaDessem – Objetiva a adoção do modelo central semi-horário. A versão 3.0 também adota modelagem por área, posteriormente agregada por subsistema, remove limitações de variáveis explicativas e amplia a capacidade de captura de padrões de carga. A entrada oficial está prevista para o PMO de dezembro de 2026.
Agenda do CT PMO/PLD
No dia 10.06, o CMSE recomendou que o CT proponha um cronograma de trabalho voltado à compatibilização das metodologias de aversão ao risco, à avaliação de novas opções de modelos eletroenergéticos e à priorização de aprimoramentos metodológicos, processuais e de modelagem na cadeia atual de modelos. Com base nessa recomendação, o CT PMO/PLD expôs os temas inicialmente mapeados para compor a agenda de melhorias do comitê, conforme detalhado a seguir.
Processo de representação dos mecanismos de aversão ao risco – Possui objetivo de definir meta tangível para a calibração do CVaR, a avaliação global dos impactos físicos, comerciais e tarifários, a reavaliação das premissas e cenários utilizados nas simulações e a compatibilização entre o Newave REE, utilizado pela EPE, e o Newave híbrido, utilizado pelo ONS e pela CCEE.
Estudos de aprimoramento na representação de patamares de carga e função de custo de déficit – O objetivo é avaliar a forma como os patamares de carga são representados nos modelos, considerando conjuntamente a carga e a geração de fontes renováveis, além de revisar a metodologia de definição da função de custo de déficit.
Dessem – O objetivo é analisar o uso do solver Gurobi, a implementação do Unit Commitment Hidráulico, a lógica de cortes de geração, a diferenciação entre cortes energéticos e elétricos, a modelagem mais aderente de usinas de ciclo combinado, melhorias na representação de baterias, implementação da resposta da demanda, redução do tempo computacional e adaptações relacionadas às discussões sobre PLD ex-post e contabilização dupla com oferta dos agentes.
Newave – O objetivo é analisar a convergência no modelo, a revisão do critério de parada, a reavaliação dos parâmetros de simulação, a redução do horizonte de planejamento, a partida quente e a avaliação da metodologia da função de custo de déficit. Também foi mencionada a necessidade de aprimorar a representação dos patamares de carga considerando a participação crescente das fontes renováveis.
O CT destacou que o cronograma de aprimoramentos dependerá do grau de maturidade e prontidão de cada tema, mostrado na imagem a seguir. Propostas com menor grau de maturidade tendem a demandar ciclos mais longos de prospecção, desenvolvimento, validação, consulta externa, aprovação e período sombra. Já temas com maior maturidade e com maior prontidão poderão seguir rito mais curto até a implementação nos processos oficiais de PMO e PLD, com prazos que variam de dois a quatro anos, a contar da análise inicial.A apresentação completa realizada no Workshop está disponível aqui.
