Estará em definição o nível estimado de térmicas que serão utilizadas para complementar a geração hidrelétrica e consequentemente os custos associados ao seu acionamento. A decisão foi adiada pelo Ministério de Minas e Energia, que demandou, acertadamente, estudos adicionais sobre os impactos da geração térmica realizada em leilão promovido pela Aneel nos últimos dias 18 e 20 de março que contratou cerca de 20 GW de capacidade ampliando significativamente os recursos disponíveis para garantir a segurança do sistema.
O ponto central desse debate é a relação entre custo e benefício. A manutenção do critério atual aumentará a conta dos brasileiros em cerca de R$ 3 bilhões para acrescentar apenas 0,4% de armazenamento de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas.
O desafio consiste em garantir a segurança energética na medida adequada, adotando critérios técnicos, econômicos e sistêmicos que preservem a confiabilidade do suprimento sem impor custos adicionais à sociedade.
Nós comercializadores de energia, geradores de energia renovável, consumidores de todos os portes, do segmento residencial à grande indústria, além do comércio e de autoprodutores convergem que os parâmetros técnicos (par CVaR 15;30) que proporcionam uma redução de R$ 85,00 MWh no Custo Marginal da Operação e um impacto tarifário negativo de 1,74% são os mais adequados para assegurar o atendimento do sistema mesmo em cenário hidrológico extremamente adverso — mais severo do que o pior registro observado em quase um século de histórico.
Manter os parâmetros atuais que foram adotados em um contexto sem a realização do LRCAP causa pressão nos preços do mercado livre para comércios e indústrias do Brasil, além de provocar aumento tarifário relevante para consumidores residenciais com efeitos inflacionários.
Os efeitos extrapolam o setor elétrico. O aumento dos custos de energia compromete o planejamento produtivo e familiar, afeta a competitividade da indústria nacional e pressiona cadeias inteiras de valor, com reflexos diretos sobre empregos, inflação e o crescimento econômico.
Estamos confiantes na permanente disposição ao diálogo do MME, na consistência técnica da sua equipe e na sensibilidade política do Ministro Alexandre Silveira para dar ao país a solução que assegure ao mesmo tempo segurança energética e a modicidade tarifária.
Assinam este manifesto:
Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica)
Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia Elétrica (Abiape)
Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace Energia)
Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel)
Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace)
Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen)
Frente Nacional dos Consumidores de Energia
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Na manifestação, a Associação apresentou proposta para definição da base de cálculo da taxa, defendendo que o benefício econômico auferido pela atividade de comercialização corresponda à margem das operações de venda de energia, considerando os custos de aquisição da energia comercializada aos consumidores finais.
A Abraceel também sugeriu que os parâmetros e critérios de cálculo da TFSEE sejam posteriormente detalhados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por meio do Procedimento de Regulação Tarifária (PRORET), precedidos de consulta pública específica, em linha com o tratamento regulatório adotado para outros segmentos do setor elétrico.
Além disso, a Associação recomendou que seja formalmente esclarecido que a cobrança da taxa para os comercializadores somente ocorra após a definição, pela Aneel, dos aspectos regulatórios necessários, como fato gerador, base de cálculo e critérios de quantificação.
]]>Na manifestação, a Abraceel parabenizou o ONS pela iniciativa de testar o produto disponibilidade no âmbito do Programa Estrutural de Resposta da Demanda e destacou que o uso do sandbox regulatório é uma ferramenta importante para validar novos mecanismos de flexibilidade de forma segura e eficiente, contribuindo para o aprimoramento do setor elétrico.
Em sua contribuição, a Abraceel sugeriu a flexibilização de dois requisitos considerados relevantes para ampliar a participação no mecanismo: a exigência de redução contínua de carga por, no mínimo, quatro horas e o requisito de redução mínima de 5 MW médios. Segundo a Associação, essas condições podem limitar a participação de consumidores com processos produtivos mais flexíveis e dificultar a entrada de agregadores que reúnem cargas menores e mais pulverizadas.
Como alternativa, a Abraceel propôs a criação de uma janela de disponibilidade de quatro horas, com possibilidade de acionamentos de apenas duas horas de duração. A medida permitiria que os consumidores permanecessem disponíveis ao sistema por um período mais amplo, mas com obrigação de redução da demanda apenas quando efetivamente acionados pelo operador. Para a Associação, a flexibilização dos critérios pode ampliar a liquidez do mecanismo, aumentar a competitividade e possibilitar a participação de uma maior diversidade de perfis de consumo.
]]>Entre os principais pontos apresentados, a Abraceel defende que não haja incidência do Encargo de Energia de Reserva (EER) sobre operações de exportação de energia elétrica interruptível. Na avaliação da associação, o encargo possui finalidade voltada à segurança do abastecimento nacional e, portanto, não seria compatível com operações destinadas ao mercado externo, especialmente em contratos interruptíveis e de caráter eventual.
A Abraceel também destaca preocupação com a atual metodologia de cálculo do EER, baseada em média móvel de 12 meses. Segundo a contribuição, esse modelo não reflete adequadamente a dinâmica das operações esporádicas de exportação, podendo gerar distorções econômicas, insegurança financeira aos agentes e aumento artificial dos custos das transações internacionais.
Além disso, a associação ressalta que a exportação interruptível pode contribuir para maior eficiência no uso dos recursos energéticos disponíveis, aproveitando excedentes de geração em momentos específicos do sistema, sem comprometer a segurança energética brasileira.
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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), presidido pelo Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tomará no próximo dia 13 de maio uma decisão de política energética com reflexo importante para a economia do Brasil.
Em suma, o Ministro definirá os custos que suportarão a segurança energética em 2027, mais objetivamente, o nível estimado de térmicas que serão utilizadas para complementariedade da geração hidrelétrica. O que está em jogo são cerca de R$ 5,4 bilhões a mais em gastos com térmicas, que são mais caras, para incremento de apenas cerca de 2% de armazenamento de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas.
Comercializadores de energia, geradores de energia renovável, especialmente eólicas e biomassas, e consumidores de todos os portes, de residenciais à grande indústria, comércio e até autoprodutores de energia defendem que a decisão considere o melhor custo-benefício sem comprometer a segurança energética.
Na visão das entidades signatárias desse manifesto, os parâmetros que acionam cerca de R$ 51,6 bilhões com térmicas em 2027 já garantem plenamente o atendimento do sistema no cenário de hidrologia 20% mais crítico do que o pior ano dos últimos 70 anos, fazendo com que esses R$ 5,4 bilhões a mais sejam absolutamente desnecessários.
A decisão, por causar forte impacto no custo da operação do sistema elétrico, pressiona preços no mercado livre de energia para comércios e indústrias do Brasil, mas também causa aumento tarifário relevante para consumidores residenciais. Trata-se de transferência de renda de consumidores, que pagarão a conta, para geradores de energia.
“Os efeitos extrapolam o setor elétrico. O aumento dos custos de energia compromete o planejamento produtivo e familiar, afeta a competitividade da indústria nacional e pressiona cadeias inteiras de valor, com reflexos diretos sobre a inflação e o crescimento econômico”, explica Paulo Pedrosa, ex-secretário executivo do Ministério de Minas e Energia (MME) e presidente da Abrace.
“O equilíbrio entre a geração hidrelétrica e térmica, quando calibrado com excesso de cautela, o resultado é um efeito em cadeia: elevação dos custos de geração, redução do espaço para fontes renováveis como eólica e solar e aumento do chamado “curtailment” — o desperdício de energia limpa disponível. Além disso, há maior dependência de fontes fósseis e aumento das emissões de gases de efeito estufa, em desacordo com compromissos ambientais. Ou seja, uma decisão técnica excessivamente conservadora pode gerar impactos econômicos, operacionais e ambientais relevantes”, aponta Luiz Eduardo Barata, ex-secretário executivo do MME, ex-diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e presidente da Frente Nacional de Consumidores de Energia.
“Estamos diante de uma decisão importante que é calibragem ótima entre segurança energética e preço da energia elétrica. A assertividade e o equilíbrio serão fundamentais para que essa decisão não seja uma nova pressão sobre custos, com mais impactos na inflação”, diz Mário Menel, presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape) e presidente do Fórum das Associações do Setor Elétrico (FASE).
]]>Estará em definição os custos que suportarão a segurança energética em 2027, mais objetivamente, o nível estimado de térmicas que serão utilizadas para complementariedade da geração hidrelétrica. O ponto central desse debate é a relação entre custo e benefício. O que está em jogo são cerca de R$ 5,4 bilhões a mais em gastos com térmicas para incremento de apenas cerca de 2% de armazenamento de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas.
A questão, portanto, não se resume a optar entre segurança energética e modicidade tarifária. O desafio consiste em garantir a segurança energética na medida adequada, adotando critérios técnicos, econômicos e sistêmicos que preservem a confiabilidade do suprimento sem impor custos desproporcionais à sociedade.
Comercializadores de energia, geradores de energia renovável— especialmente eólica e biomassa —, consumidores de todos os portes, do segmento residencial à grande indústria, além do comércio e de autoprodutores convergem que os parâmetros que acionam cerca de R$ 51,6 bilhões em geração termelétrica são suficientes para assegurar o atendimento do sistema mesmo em cenário hidrológico extremamente adverso — mais severo do que o pior registro observado em quase um século de histórico.
Diante desse quadro, a contratação ou despacho adicional que elevaria esse montante em R$ 5,4 bilhões não encontra justificativa técnica ou econômica consistente. Trata-se de custo incremental elevado, associado a benefício marginal reduzido.
A decisão causa forte impacto no custo da operação do sistema elétrico, pressionando preços no Mercado Livre para comércios e indústrias do Brasil, além de provocar aumento tarifário relevante para consumidores residenciais com efeitos inflacionários no curto prazo. Trata-se de transferência de renda de consumidores, que pagarão a conta, para geradores de energia.
Os efeitos extrapolam o setor elétrico. O aumento dos custos de energia compromete o planejamento produtivo e familiar, afeta a competitividade da indústria nacional e pressiona cadeias inteiras de valor, com reflexos diretos sobre empregos, inflação e o crescimento econômico.

Para cerca de 200 pessoas, ele explicou as diversas razões que contribuem para a existência de uma crise de liquidez no mercado de energia atualmente e alertou para algumas consequências, principalmente para dificuldades enfrentadas pelos consumidores. Veja o resumo.
Diante da obrigação legal de contratação integral de energia, a insuficiência de oferta no mercado de contratos futuros impõe uma distorção relevante: agentes e consumidores, impossibilitados de se posicionar adequadamente com antecedência, acabam expostos a penalidades regulatórias e ao Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) no mercado de curto prazo.
Esse ambiente, concebido originalmente para a liquidação residual de desvios contratuais, passa a exercer um papel desproporcional e indevido.
Forma-se, assim, uma combinação particularmente nociva: de um lado, a escassez de liquidez para contratos de médio e longo prazo; de outro, a crescente dependência de um preço de curto prazo estruturalmente volátil e, no cenário atual, excessivamente elevado. Trata-se de uma dinâmica insustentável, sobretudo para os setores industrial e comercial, altamente sensíveis a custos energéticos.
Os efeitos extrapolam o setor elétrico. A imprevisibilidade e o aumento dos custos de energia comprometem o planejamento produtivo, corroem a competitividade da indústria nacional e pressionam cadeias inteiras de valor, com reflexos diretos sobre a inflação e o crescimento econômico.
Não se trata, portanto, de um problema restrito a agentes de mercado. A deterioração da liquidez no mercado livre de energia é uma questão sistêmica, com impactos amplos sobre a economia brasileira e o bem-estar da sociedade. Ignorá-la é permitir que um desequilíbrio conjuntural se transforme em um entrave estrutural ao desenvolvimento do país.
Como encaminhamento, sugere-se avançar na regulamentação da Lei nº 15.269/2025, especialmente no que se refere à flexibilização da obrigatoriedade de contratação integral pelos consumidores livres (§7º do art. 7º da Lei 9.074 de
1995). Essa medida é central para reduzir a exposição involuntária ao mercado de curto prazo, mitigar riscos sistêmicos e restabelecer o papel dos contratos como instrumento financeiro, dentre outras iniciativas
A Associação defendeu a adoção do par (15,30), com base em estudo desenvolvido pela consultoria Volt Robotics, que apontou ser essa a melhor combinação para garantir a segurança operativa necessária com menor custo sistêmico em comparação ao parâmetro atualmente vigente (15,40).
De acordo com a análise apresentada, o par (15,30) resulta em pouca redução nos níveis de armazenamento dos reservatórios em relação ao cenário atual, ao mesmo tempo em que proporciona economia estimada de R$ 5,4 bilhões em geração termelétrica e potencial redução tarifária de 0,98%.
A proposta reforça a posição da Abraceel em favor de uma calibragem mais eficiente dos modelos, alinhando segurança energética e modicidade tarifária.
]]>A proposta foi endereçada pela Abraceel, Abrace, Abiape, ABEEólica, Abradee, Abrage, Apine e ANE, representando os segmentos de comercialização, geração, distribuição e consumo de energia.
A reunião integra uma agenda coordenada entre associações do setor elétrico que vêm atuando em conjunto com a Aneel, Ministério de Minas e Energia e CCEE para que haja prioridade e celeridade na regulamentação da Lei 15.269/2025, por meio de propostas consolidadas e alinhadas entre os diferentes segmentos do mercado.
Na reunião, as associações apresentaram uma agenda estruturada em cinco eixos prioritários: ERCAP e critérios de rateio, teto da CDE e Encargo de Complemento de Recursos (ECR), formação de preços, cortes de geração e abertura de mercado.
No tema do ERCAP, foi destacada a mudança estrutural trazida pela Lei 15.269/2025, que introduz nova lógica de alocação de custos, baseada no perfil de carga dos consumidores.
Em relação à CDE, foi ressaltada a urgência na definição do teto e do ECR, tendo em vista sua vigência a partir de 2027 e as incertezas que ainda afetam a previsibilidade de custos para os agentes.
No eixo de formação de preços, as associações enfatizaram a necessidade de aprimorar os modelos para melhor refletir a operação real do sistema.
Já no debate sobre cortes de geração, foi defendido o avanço regulatório para definição de critérios de ordenamento e rateio, qualificação da sobreoferta, regulamentação do armazenamento e maior coordenação entre transmissão e distribuição, diante dos impactos já observados sobre a sustentabilidade de projetos renováveis.
Nos temas relacionados à abertura de mercado, a Abraceel, destacou a necessidade de regulamentar os dispositivos da Lei 15.269/2025, com vistas a antecipar decisões e dar previsibilidade aos agentes quanto ao cronograma de abertura.
A Abraceel também reforçou a importância da conclusão das Consultas Públicas 33/2025, sobre monitoramento prudencial, e 7/2025, que trata do modelo simplificado para o Grupo A, concorrência e Open Energy – ambas consideradas fundamentais para o funcionamento eficiente e competitivo do mercado livre.
]]>A Associação segue empenhada na estruturação de ações que contribuam para o aperfeiçoamento da segurança do mercado, seja por meio de ações regulatórias, no âmbito da Aneel, como o monitoramento prudencial, seja por ações internas, como o oferecimento à todas as Associadas da Central de Risco e a inserção da atividade de autorregulação, já aprovada em Assembleia de Associadas.
No âmbito da Central de Risco, ainda no mês de abril, todas as Associadas terão acesso a uma plataforma online elaborada em parceria com o bureau de crédito especializado no mercado de energia elétrica, Risk 3, para monitoramento de 17 métricas relacionadas às contrapartes do mercado, melhorando significativamente a qualidade da informação disponibilizada.
Já a autorregulação, em fase de implementação, introduz de forma complementar à regulação um conjunto de normas e condutas a serem necessariamente seguidas pelas Associadas, entre elas a aplicação de sanções à prática de haircut, sob supervisão de uma área dedicada e um Conselho formado majoritariamente por membros externos e independentes.
A Associação apoia fortemente e tem solicitado à Aneel prioridade na regulação definitiva do monitoramento prudencial, que deve ser seguido da regulamentação do processo sancionador e das garantias financeiras para operações de compra e venda de energia elétrica.
A Abraceel reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento do mercado que tem pautado as atividades de representação do segmento de comercialização de energia nos últimos 25 anos de atividades.
Wilson Ferreira Jr.
Presidente do Conselho de Administração
Rodrigo Ferreira
Presidente executivo
Participaram da cerimônia representantes da Aneel e do ONS, além de agentes do setor elétrico, marcando o início de um novo ciclo de governança da instituição.
Na ocasião, Rodrigo Ferreira destacou o papel do colegiado no apoio à Diretoria e na construção estratégica da CCEE, defendendo uma atuação unificada entre seus membros, com agenda comum orientada ao fortalecimento institucional da Câmara.
A eleição do novo Conselho de Administração foi realizada no dia 12 de março e foram eleitos os seguintes membros:
Indicados pelo Ministério de Minas e Energia:
Representantes das categorias: