comercialização varejista – ABRACEEL https://abraceel.com.br Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Mon, 23 Jun 2025 16:24:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Mercado livre de energia ganha mais de 25 mil novos consumidores e cresce 67% em 2024 https://abraceel.com.br/press-releases/2025/02/mercado-livre-de-energia-ganha-mais-de-25-mil-novos-consumidores-e-cresce-67-em-2024/ Thu, 13 Feb 2025 14:41:29 +0000 https://abraceel.com.br/?p=22648 * Dados do Boletim da Energia Livre da Abraceel, agora revitalizado, mostram que o ambiente livre atingiu marca de 64.497 unidades consumidoras. Crescimento no número de migrações foi de 262% em um ano

 

Com 25.966 novas unidades consumidoras em 2024, o mercado livre de energia brasileiro atingiu a marca de 64.497 unidades consumidores, crescimento de 67%, recorde histórico. Em 2023, o saldo positivo foi de 7.169 unidades consumidoras, de tal forma que o número de migrações aumentou 262% em um ano.

A nova fase de crescimento é amparada pela Portaria 50/2022, que autorizou todo o Grupo A, que reúne consumidores de energia em média e alta tensão, a escolherem o fornecedor no mercado livre, caso seja esse o desejo. A Abraceel defende que todos os consumidores de energia, inclusive residenciais, tenham o mesmo direito a partir de 2026.

O consumo de energia dos consumidores livres atingiu 28.041 MW médios em dezembro de 2024, crescimento de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os consumidores dos setores de saneamento básico e comércio foram os que mais avançaram no consumo de energia livre: 56,7% e 19,0% respectivamente.

Os números fazem parte da nova edição do Boletim da Energia Livre, publicação da Abraceel – agora ampliada e visualmente renovada – que mostra o panorama mensal do mercado livre de energia no Brasil, elaborado com base nos indicadores mais recentes divulgados por diversas instituições e consultorias. Além do novo projeto visual, o boletim traz novos indicadores, a exemplo da quantidade de unidades consumidoras varejistas, buscando refletir a atual configuração desse ambiente de contratação, que vive fase de expansão.

 

Outros destaques do Boletim da Energia Livre:

São Paulo é o estado com a maior quantidade de unidades consumidoras no mercado livre de energia (20.848 unidades), seguido por Rio Grande do Sul (6.189), Paraná (5.441), Rio de Janeiro (5.152) e Minas Gerais (4.993).

No Pará, os consumidores livres respondem por 57% do consumo de energia elétrica localmente. O estado é seguido por Minas Gerais (56%), Paraná (47%) e Maranhão (47%).

A indústria compra 93% da energia elétrica que consome no mercado livre de energia. Já o comércio, 41%.

Mais dados estão disponíveis na última edição do Boletim da Energia Livre da Abraceel.

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Abraceel celebra consulta pública sobre comercialização varejista e proposta de simplificar medição https://abraceel.com.br/press-releases/2023/08/abraceel-celebra-consulta-publica-sobre-comercializacao-varejista-e-proposta-de-simplificar-medicao/ Tue, 29 Aug 2023 15:45:29 +0000 https://abraceel.com.br/?p=18923 * “Entre as medidas propostas pela Aneel, está claro o caminho de fortalecer a comercialização varejista e simplificar etapas e processos para que os consumidores possam migrar para o mercado livre e escolher o próprio fornecedor”, disse o presidente-executivo da Abraceel

 

Em benefício de dezenas de milhares de consumidores de energia em alta tensão, principalmente os de menor porte, a Aneel decidiu abrir consulta pública para avançar no processo de aprimoramento da comercialização varejista de energia, simplificando etapas e preenchendo lacunas regulatórias.

Para a Abraceel, o assunto é um dos mais importantes da agenda regulatória da Aneel porque vai simplificar e acelerar o processo de migração para consumidores de energia do chamado Grupo A, conectados em alta e média tensão, beneficiados pela Portaria 50/2022 do MME. Hoje, segundo a CCEE, existem 202 mil unidades consumidoras no Grupo A, sendo que apenas 34 mil já estão no mercado livre

A Portaria 50/2022 universalizou o acesso ao mercado livre para todos os consumidores de energia em média e alta tensão, antes restrito àqueles com demanda maior que 500 kW. A partir de janeiro de 2024, também os de menor porte, com demanda menor de 500 kW, poderão migrar ao mercado livre, desde que o façam via um agente varejista.

O agente varejista, que pode ser um comercializador, é responsável por representar consumidores de energia junto à CCEE, simplificando todo o processo na medida em que pode assumir tarefas de atender normas, cadastros, prazos e detalhes técnicos, deixando o consumidor livre dessas obrigações.

“Entre as medidas propostas pela Aneel, está claro o caminho de fortalecer a comercialização varejista e simplificar etapas e processos para que os consumidores possam migrar para o mercado livre e escolher o próprio fornecedor, em busca de produtos mais aderentes às suas necessidades e preços que podem ser, em média, 30% mais baixos”, disse Rodrigo Ferreira, presidente-executivo da Abraceel.

Após meses de estudo, a Aneel propôs reduzir os prazos de desligamento para casos de inadimplência e indicar a CCEE como a instituição responsável por fazer a gestão dos dados de medição dos consumidores varejistas.  Além disso, sugeriu que haja um produto padronizado para que os consumidores possam comparar preço entre concorrentes.

“A Abraceel vem estudando o assunto mais intensamente há dois anos e vai contribuir na consulta pública, que tem 45 dias de prazo. Vamos avaliar, em linha com o proposto pela Aneel, a possibilidade de simplificar ainda mais etapas e processos, em especial nos requisitos técnicos associados à medição”, destacou o presidente-executivo da Abraceel.

Durante a deliberação, e em linha com o defendido pela Abraceel, o diretor relator do processo, Ricardo Tili defendeu que não haja necessidade de alteração dos medidores quando da opção de migração para o mercado livre pelos consumidores do grupo A.

“Entendo que não haverá necessidade de ajustes nos atuais medidores dos consumidores de alta tensão, uma vez que o regulamento prevê a telemedição para toda a alta tensão. A meu ver, não haverá necessidade de adequação de medição”, reforçou Tili.

 

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