preço da energia elétrica – ABRACEEL https://abraceel.com.br Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Mon, 12 Jun 2023 13:55:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Consumo de energia cresce 11,0% no mercado livre e recua 1,3% no regulado no primeiro trimestre https://abraceel.com.br/press-releases/2023/05/consumo-de-energia-cresce-110-no-mercado-livre-e-recua-13-no-regulado-no-primeiro-trimestre/ Mon, 29 May 2023 13:52:33 +0000 https://abraceel.com.br/?p=18434 * Ambiente competitivo, onde é possível escolher o fornecedor, bate novo recorde de consumo e registra mais de 4.700 novas unidades consumidoras

 

O mercado livre de energia elétrica, ambiente competitivo no qual os consumidores podem escolher o fornecedor em busca de preços mais baixos e outras condições mais vantajosas, voltou a registrar recorde de consumo em março deste ano, com 27.899 MW médios absorvidos por 32.627 unidades consumidoras.

O patamar de consumo de março deste ano é 13,0% maior do que o registrado no mesmo mês do ano passado. De outro lado, o consumo registrado no mercado regulado, atendido pelas distribuidoras de energia, recuou 0,5% no mesmo período.

No primeiro trimestre desse ano, o consumo de energia elétrica registrado no mercado livre cresceu 11,0% em comparação aos três primeiros meses de 2022, enquanto o consumo registrado no mercado regulado recuou 1,3% no mesmo período.

Os dados fazem parte da mais recente edição do Boletim da Energia Livre, publicação da Abraceel que mostra o panorama mensal do mercado livre de energia no Brasil atualizado com base nos indicadores mais recentes divulgados por diversas instituições e consultorias.

O mercado livre de energia atraiu 4.752 novas unidades consumidoras no acumulado de 12 meses encerrados em março de 2023, um crescimento de 17%, somando agora 32.627 unidades consumidoras agrupadas em 11.421 consumidores. Cada unidade consumidora equivale a um medidor de energia.

Essas 32.627 unidades consumidoras que estão no mercado livre correspondem a apenas 0,04% dos 89 milhões de unidades consumidoras de energia registradas no Brasil. São grandes consumidores industriais e de serviços, que podem escolher o fornecedor e buscar preços mais baixos para a compra de energia elétrica. A Abraceel defende que o direito de participar do mercado livre de energia seja estendido a todos os consumidores brasileiros em janeiro de 2026.

 

Confira outros destaques do Boletim da Energia Livre da Abraceel:

– Em abril de 2023, o custo da energia, um dos componentes da tarifa elétrica, foi de R$ 278/MWh no mercado regulado e de R$ 93/MWh do mercado livre, uma diferença de 67%

– O mercado livre segue como indutor das energias renováveis, absorvendo 87% da energia gerada por usinas a biomassa, 57% por PCH, 48% por eólicas e 54% por solares centralizadas.

– Com isso, o mercado livre absorveu 54% da geração de energia consolidada de fontes renováveis incentivadas (eólica, solar, PCH e biomassa), aumento de 24% nos últimos 12 meses.

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Conta de luz pode diminuir 18% caso empresas possam competir por consumidores a partir de 2026 https://abraceel.com.br/press-releases/2022/11/conta-de-luz-pode-diminuir-18-caso-empresas-possam-competir-por-consumidores-a-partir-de-2026/ Mon, 07 Nov 2022 18:29:30 +0000 https://abraceel.com.br/?p=17150 * Estudo da EY contratado pela Abraceel mostra que universalizar o acesso ao mercado livre de energia elétrica pode impulsionar PIB em 0,56% e criar 700 mil novos empregos

* Cálculo da Abraceel revela que, se consumidores já pudessem fazer a portabilidade da conta de luz, contratação de energia elétrica em 2022 teria sido R$ 6 bilhões mais barata

 

A abertura completa do mercado de energia elétrica em janeiro de 2026, autorizando consumidores de quaisquer portes e segmentos a comprar energia do fornecedor que escolher, pode resultar numa economia de 18% na conta de luz. Isso levaria a um aumento de 0,7% da renda disponível, liberando mais de R$ 20 bilhões para compras de bens e serviços. A consequente movimentação adicional da atividade econômica levaria a um crescimento de 0,56% no PIB e criação de aproximadamente 700 mil novos empregos.

O impacto econômico da abertura completa do mercado de energia é um dos capítulos do estudo da EY contratado pela Abraceel para avaliar os cenários possíveis para a abertura organizada do setor elétrico brasileiro. “A liberalização da comercialização de energia traz diferentes externalidades econômicas positivas como competitividade, flexibilidade, escolha e previsibilidade de custos e de consumo, além de garantir a alocação eficiente de recursos, pela redução do direcionamento estatal na expansão do sistema elétrico”, informa o estudo.

Um exemplo do benefício de conceder a liberdade de escolha a todos os consumidores de energia elétrica do país pode ser percebido analisando custos da contratação de energia em dois leilões centralizados realizados para atender o mercado regulado em 2022. Segundo cálculo exclusivo da Abraceel, se os consumidores já pudessem participar do mercado livre, a contratação de energia em 2022 teria sido R$ 6,4 bilhões mais barata.

Foram realizados dois leilões em 2022. O primeiro, em maio, permitiu a contratação de 238 MW médios a um custo médio de R$ 253,16 / MWh. O segundo, em outubro, permitiu a contratação de 177 MW médios a um preço médio de R$ 237,48 / MWh. Os contratos têm prazos entre 15 a 20 anos, cujo escopo envolve energia de fontes eólica, solar fotovoltaica, CGH, PCH, biomassa e resíduos sólidos. Custo total dos dois leilões: R$ 17,9 bilhões.

Mas, se os consumidores regulados já tivessem liberdade de escolha e pudessem contratar energia no mercado livre, o custo total dos contratos no mesmo prazo teria sido de R$ 11,5 bilhões, um montante 35% menor. Isso porque, na mesma data dos leilões regulados, a energia elétrica de longo prazo era negociada no mercado livre a R$ 158 / MWh na média. Ou seja, o consumidor poderia ter comprado a esse preço, mas foi obrigado a comprar em valores muito superiores, resultado do monopólio no fornecimento de energia elétrica.

Sobrecontratação e o futuro do mercado – O estudo da EY também inclui seções que explicam diversos aspectos da estrutura de custos do setor elétrico nacional e os ambientes de contratação de energia disponíveis aos consumidores. São explicados os impactos financeiros e econômicos da abertura do mercado e analisados os processos e papéis dos participantes no futuro mercado varejista de energia elétrica, trazendo recomendações para o funcionamento eficiente de um ambiente comercial que vai contar com novos serviços e variados perfis de empresas. Propriedade de medidores de energia e open energy, supridor de última instância, relacionamento entre comercializadoras e distribuidoras de energia são assuntos tratados.

Um capítulo especial é reservado para analisar o risco de ocorrer sobrecontratação das distribuidoras a partir de janeiro de 2026, data defendida pela Abraceel para a abertura completa do mercado de energia. O trabalho apresenta premissas que delineiam cenários mais e menos agressivos de participação dos consumidores no mercado livre, revelando que, diante das perspectivas de evolução da demanda e do estoque de contratos de energia, não se vislumbram sobras de contratos nas mãos das distribuidoras – e, mesmo que isso aconteça, há mecanismos regulatórios de gestão de contratos disponíveis para reduzir o estoque de contratos de energia das distribuidoras.

 

Acesse o estudo.

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Mercado livre de energia avança e já é responsável por 38% da eletricidade consumida no país https://abraceel.com.br/press-releases/2022/09/mercado-livre-de-energia-avanca-e-ja-e-responsavel-por-38-da-eletricidade-consumida-no-pais/ Thu, 01 Sep 2022 13:19:14 +0000 https://abraceel.com.br/?p=16879 * Custo da energia, um dos componentes da tarifa elétrica, foi de R$ 280/MWh no mercado regulado e de R$ 169/MWh do mercado livre, diferença de 40%

 

O mercado livre de energia ganhou 2.197 unidades consumidoras no primeiro semestre de 2022, totalizando agora 28.926. Com isso, o ambiente de livre contratação, apesar de contar com apenas 0,03% dos consumidores, passou a ser responsável por 38% da energia elétrica consumida no país, se aproximando para romper definitivamente a barreira de 25 GW médios. Além disso, 88% do consumo industrial de energia elétrica é atendido pelo mercado livre, patamar que tem se mantido estável nos últimos meses.

Esse cenário emerge na última edição do Boletim da Energia Livre, publicação da Abraceel que mostra o panorama mensal do mercado livre de energia no Brasil, elaborado com base nos indicadores mais recentes divulgados por diversas instituições e consultorias.

A quantidade de unidades consumidoras no ambiente de contratação livre cresceu 19% em 12 meses, confirmando um movimento de forte expansão. Do total de unidades consumidores no mercado livre de energia atualmente (28.926), 15% migraram nos últimos 12 meses (4.533).

Apesar do crescimento de dois dígitos, a Abraceel considera que a expansão do mercado livre de energia segue restrita devido à impossibilidade de outros grupos de consumidores, sobretudo os que consomem energia em baixa tensão, como residências e pequenos negócios, estarem impossibilidades de escolher o fornecedor, um movimento já consolidado em dezenas de países e que está atrasado em quase duas décadas no Brasil.

Custos mais baixos – A economia na compra da energia elétrica continua sendo um diferencial relevante. O desconto no preço da energia para os consumidores no mercado livre chegou a 40% no mês, considerando a diferença entre a tarifa média das distribuidoras (R$ 280/MWh) e o preço de longo prazo do mercado livre (R$ 169/MWh).

O valor se refere somente à energia, um dos componentes da tarifa elétrica, que é formada ainda pelos custos referentes à transmissão, distribuição, encargos e impostos. No cálculo da Abraceel, a tarifa de energia inclui a bandeira tarifária vigente, ao passo que o preço no mercado livre considera o ESS (encargos de serviços ao sistema) e a energia de reserva.

Confira outros destaques do Boletim da Energia Livre:

* O mercado livre se consolida como indutor das energias renováveis, absorvendo 68% da energia gerada por usinas a biomassa, 61% por PCH, 47% por eólicas e 40% por solares centralizadas.

* Com isso, o mercado livre absorveu 55% da geração de energia consolidada de fontes renováveis incentivadas (eólica, solar, PCH e biomassa), segundo maior patamar da série histórica. Em junho de 2021, foi 46%.

* À espera de nova onda de abertura do mercado, quantidade de comercializadores de energia chega a 472. Nos últimos 12 meses, 44 novas empresas surgiram, quase 4 por mês.

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